quarta-feira, 15 de novembro de 2023

PF suspeita de terroristas “por procuração” no Brasil, dizem fontes


Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que os suspeitos que vinham sendo recrutados no Brasil para atuar para o Hezbollah são os chamados “terroristas por procuração”.

Segundo fontes do setor de inteligência da PF, o perfil dos investigados não são de terroristas no conceito clássico daqueles que se suicidam por uma causa religiosa, nem têm vínculo com o extremismo islâmico.

As apurações apontam para mercenários contratados para fazer ações operacionais como levantamento de locais e de pessoas, compras de armas e explosivos e cuidar da parte logística dos atentados.

O Hezbollah tem utilizado contatos nacionais ligados à comunidade libanesa para recrutar operadores entre aqueles com antecedentes criminais violentos e ligações com o tráfico de drogas.

O suspeito preso no Rio de Janeiro, por exemplo, tinha passagem na polícia por tráfico e furto qualificado.

Essa prática, que tem sido chamada também de “terroristas por aproximação”, teria começado depois dos ataques das Torres Gêmeas em 2001, quando os órgãos de inteligência em todo o mundo redobraram a vigilância em relação a fanáticos religiosos.

Daí surgem as versões inverosímeis dadas nos depoimentos dos suspeitos que, durante viagens a Beirute e encontros com chefes do Hezbollah, alegam terem se negado a cometer crimes ou que estavam sendo chamados até para show de pagode.

A PF está ignorando o teor dos depoimentos e segue na investigação.

Fonte: CNN Brasil

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